Punhos no Ar

by Riça

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No dia 25 de abril, Riça lança o repto, pela palavra e para a ação, com o single Punhos no Ar, retirado do seu primeiro disco a solo com nome e data de lançamento ainda por revelar.
Esta música foi escrita a pensar nas lutas daqueles que ativamente fazem do mundo um sítio melhor e mais justo.
É um brado para despertar em cada um de nós a vontade de agir, para que possámos (nas nossas áreas de atuação e pequenos pormenores do dia a dia) nos juntar às causas da liberdade de expressão e dos direitos humanos, experimentando novas atitudes que possam vir a mudar o atual estado das coisas.

Informações e contactos:

microfome.com
microfome.bandcamp.com
youtube.com/microfome
facebook.com/microfome
info@microfome.com

lyrics

Nascido em abril de noventa e quatro
De punho no ar como em abril de setenta e quatro
Espírito de thoreau, espírito de viriato
Inconformado nato vindo do meio do mato
Não sou fã de casamentos arranjados...
Eu e a mordaça não damos pa casados
Língua anti pimenta, pra mim não há emenda:
Piças pra quem a nossa apatia alimenta.
Sinto que anda tudo como a cabeça do sô Cavaco:
cheio de vácuo, covarde, encovado.
Tudo alienado a ver merdas passar ao lado,
tudo focado a comprar o que não foi comprado.
Esse mundo de chicago boys tem de ter um fim
chega de morder anzóis e de mídia mainstream.
Sacode a areia dos olhos e começa a olhar,
podes não ser quem dispara mas também estás a matar.

Pára de continuar a achar
Que não podes mudar
O mundo onde estás
Todos podemos dar
Parte do nosso tempo
Da nossa energia
Hey! Punhos no ar!

Eu vim aqui para fazer música lúdica,
Lúcida, música para bater
Nesse cacho de fachos, música para fazer
Com que o diacho dos tachos ponham as ruas a viver.
Somos o sal! siga unir-nos pra dar um final
a este filme de terror em que o mal é colonial
corporativista, classista, ocidental,
especicista, racista, misógino, patriarcal
Vivas a quem vive sem dar vida ao lenço branco
na cara não há vergonha há apenas um lenço preto
pode vir a moina tentar dispersar o bando
mas tal como na Fontinha o povo regressa sem medo
em resistência e em desobediência
consciente de que é precisa paciência
até que a vista possa alncançar a existência
da justiça, do bem, dum mundo livre de violência

Pára de continuar a achar
Que não podes mudar
O mundo onde estás
Todos podemos dar
Parte do nosso tempo
Da nossa energia
Hey! Punhos no ar!

Hey, eu sei que tu
Pensas que é inútil
Desperdiçar tempo
com lutas perdidas
vês no homem o problema,
vês tudo comprometido,
por esse cancro desenvolvido.
Já estás de luto vestido
Entregue ao lado inimigo
Convencido que no futuro haverá uma
máquina do tempo para reparar os erros
O futuro só é negro se fechas os olhos
Ou se te traancas no medo presente
Mano tu podes ser a máquina do tempo
Cria portais que mostrem futuros diferentes

Pára de continuar a achar
Que não podes mudar
O mundo onde estás
Todos podemos dar
Parte do nosso tempo
Da nossa energia
Hey! Punhos no ar!

credits

released April 25, 2016
Letra e intérprete: Riça
Instrumental: Riça (com arranjos de Lazy e Antiq)
Captação/Mistura/Masterização: Cubo de Ensaio
Scratch por: Dj SirCyber
Design gráfico: Gonçalo "Gonz" Sepúlveda
Vídeo: Mestria
Microfome 2016

Agradecimentos adicionais:
Kass, Xana, Castroni, Nelito, Chico, Leonor,Tuca, Joana Seabra, Zita, Miranda, DJ Sir Cyber, Carlos, Artur, Gonzalito, Renan, Vitó, Jesus, Carlos Borges, Lisboa a.k.a. "Dores de Fome", Gonçalo, Mariana, Bent, Louro, Fulgêncio a.k.a. Extremista, Guilherme "Azimut" Ferreira, Renata Silveira, resto da fam toda da G-821 e ArteBoémiaCrew!

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